Qual é, enfim, a diferença entre a moça no alto da escada e o moço no pé da escada? A diferença é que a moça existe. Está lá de fato e sabe SER. A moça, que É tanto e É sempre - por cada segundo que se passa, ela É -, não vê (porque não há tempo) que o preço da existência plena, de viver, é deixar que lhe escape a inexistência.
Não existe o ontem, nem existe amanhã.
E é por isso também que não existe para a moça, o moço - a quem ela nunca viu.
E o moço assim inexiste por completo; porque não faz parte do mundo da moça que é, ainda, o único mundo em que ele sabe (e quer) viver.
Um dia o moço descobre que a moça também só "está lá de fato" porque há quem a contemple: ele.
13.3.10
9.3.10
Grande descoberta
O Presente faz mais sentido agora que desembrulhei. Primeira vez que uso, desde o Natal de 1989.
Deveria vir com manual de instruções.
Deveria vir com manual de instruções.
Yeah! Eu faço parte!
Se tiver medo, é fácil: respire e conte até dez.
Era o que sempre me dizia eu mesma quando olhava pra frente (durante giro de 360 graus) e via (via o que? via tudo!).
O por quê dos números eu já bem entendi, fácil, fácil: é o por quê do respirar, já que a gente só conta pra prestar atenção e não esquecer de inspirar e não esquecer de vomitar o ar devagarzinho pelas narinas obedientes.
Então assim juntei tudo numa só questão: Por que que eu (só eu?) respiro tanto quando me acerta o pavor com uma cacetada na cabeça?
Respiro que é pro corpo funcionar? Mas isso ele faria eu querendo ou não - as vezes peço pra ele me dar uma trégua, tirar umas férias, mas dou com burros n'água!
Vai ver então que a gente não conta pra não esquecer de respirar; vai ver que a gente conta pra não esquecer que respira e, de fato, que baita alívio é saber disso... não pra se sentir vivo (mesmo porque tenho a grande impressão que respiram também os quadros da parede e o copo e o violão), nem pra que corra o oxigênio pelas veias, pois química é o de menos quando se pensa na importância da física do ar que entra e que sai e que leva e que trás e conecta nossa cápsula insignificante ao Todo deverasmente significativo.
E da próxima vez que me perguntarem o que faço parada sozinha respondo que não estou sozinha, estou trocando experiências com o Grande Cosmos.
Era o que sempre me dizia eu mesma quando olhava pra frente (durante giro de 360 graus) e via (via o que? via tudo!).
O por quê dos números eu já bem entendi, fácil, fácil: é o por quê do respirar, já que a gente só conta pra prestar atenção e não esquecer de inspirar e não esquecer de vomitar o ar devagarzinho pelas narinas obedientes.
Então assim juntei tudo numa só questão: Por que que eu (só eu?) respiro tanto quando me acerta o pavor com uma cacetada na cabeça?
Respiro que é pro corpo funcionar? Mas isso ele faria eu querendo ou não - as vezes peço pra ele me dar uma trégua, tirar umas férias, mas dou com burros n'água!
Vai ver então que a gente não conta pra não esquecer de respirar; vai ver que a gente conta pra não esquecer que respira e, de fato, que baita alívio é saber disso... não pra se sentir vivo (mesmo porque tenho a grande impressão que respiram também os quadros da parede e o copo e o violão), nem pra que corra o oxigênio pelas veias, pois química é o de menos quando se pensa na importância da física do ar que entra e que sai e que leva e que trás e conecta nossa cápsula insignificante ao Todo deverasmente significativo.
E da próxima vez que me perguntarem o que faço parada sozinha respondo que não estou sozinha, estou trocando experiências com o Grande Cosmos.
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