Uma máquina feroz avançando cada vez mais dentro do branco chuviscado. Uma bolota meteorológica cheia de arrependimentos.... Foi a primeira vez que senti a chuva não ter tempo pra cair... e molhava - um verbo já no passado, sem nunca ter sido presente. (Talvez exatamente como tudo o que eu já pensei ter tido.)
22.11.13
11.11.13
A estrutura do espaço-tempo ruiu diante dos olhos.
Era cobrir-se de cegueira ou contemplarum furacão que vinha mastigando tudo que existia e deixando um nada branco no lugar.
Todas as camadas de uma pessoa sentadas em uma sala de espera infinita, simplesmente existindo, aguardando o momento de ser.
E todas as camadas eram uma só e ninguém existia alí além da uma só e nehum pensamento ocorria que não fossa da uma só a respeito da uma só, para a uma só...
O egóico-rei cristalizado em espirais que comem uma à outra.
Era cobrir-se de cegueira ou contemplarum furacão que vinha mastigando tudo que existia e deixando um nada branco no lugar.
Todas as camadas de uma pessoa sentadas em uma sala de espera infinita, simplesmente existindo, aguardando o momento de ser.
E todas as camadas eram uma só e ninguém existia alí além da uma só e nehum pensamento ocorria que não fossa da uma só a respeito da uma só, para a uma só...
O egóico-rei cristalizado em espirais que comem uma à outra.
23.10.13
Quando você acordou aquela manhã tinham colocado todo tipo de quincalharias dentro da sua boca, dentro dos seus olhos. Pertences que não te pertenciam escapavam pelas suas orelhas...
Por que é que o nosso coração não pode bater a melodia que é dele?
Um pássaro que faz discurso com voz de gente, sapatos trocados.
Quando você acordou tudo fazia pleno sentido, mas o sentido pleno que fazia pra você estava para fora da janela e o sentido pleno dentro da sua boca não era o seu.
Eu queria que o copo não transbordasse.
Tudo é permitido, mas, ai!, que difícil é atravessar o corredor polonês das imposições para chegar ao outro lado!
Por que é que o nosso coração não pode bater a melodia que é dele?
Um pássaro que faz discurso com voz de gente, sapatos trocados.
Quando você acordou tudo fazia pleno sentido, mas o sentido pleno que fazia pra você estava para fora da janela e o sentido pleno dentro da sua boca não era o seu.
Eu queria que o copo não transbordasse.
Tudo é permitido, mas, ai!, que difícil é atravessar o corredor polonês das imposições para chegar ao outro lado!
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