29.11.11

Planos e pisoteios

Não me lembro mais qual foi o último por do sol que consegui ver.
E fato que as cigarras do Marco continuam os pios cismados a um canto, e o rabo de cavalo pende torto tipo assim um coração cansado de bater.
A gente fez que disse que ia subir o pico e olhar todo o azul lá de cima se tornando vermelho, mas interrompemos a caminhada no pé do morro algumas várias vezes que já se perderam em contas estúpidas.
Filhotes de ratazana abortados permanecem largados ao chão feito alertas de verso de envelope de cigarro.
Me identifico. Meus sentimentos se abortaram, meus planos se abortaram: tudo se epilogou largado no tal do pé do morro apenas em fase de projeto.
E o sol se pôs antes de a gente achar uma brecha entre os galhos pra olhar melhor.
A natureza as vezes pode ser bem ruim... vou hoje dormir à céu aberto com essa verdade entalada na goela.

4 comentários:

  1. Acho que as cigarras são minhas, haha.

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  2. Hahahaha!!! Sabia que ia dar confusão!
    Essas, no caso, são do outro Marco.
    Meus dois únicos leitores são xarás, que fazer!?

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  3. Vai ter de colocar o sobrenome, ahahahah...

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